Na Areia

Tudo sobre as praias de Salvador – Blog do 6º semestre de Jornalismo da Faculdade Social da Bahia para a disciplina Jornalismo Online

Vamos fazer “a social”?

Por Noemi Estrela e Larissa Boaventura

Nada mais atrativo do que a praia, um lugar onde todo mundo quer estar e pode estar. Principalmente por ser um ambiente natural e sem qualquer custo. Além de ser um lugar bonito e de uso público, a praia provoca uma socialização que também é muito comum. As classes sociais se misturam e compartilham um mesmo espaço.

                                                                                                             Foto: Porto da Barra

 

A mistura de culturas à beira mar faz com que as pessoas esqueçam um pouco da sua condição financeira e passem a simplesmente a se envolver no clima praieiro. O filho do rico chama o filho do pobre para “bater uma bolinha”, constroem castelinho de areia juntos. Os pais, muitas vezes, compartilham experiências de criação dos seus filhos. Frequentemente formam-se grupos de finais de semana que sempre se encontram na mesma praia para essas atividades.

Para o sociólogo Saul Almeida, é extremamente saudável para a sociedade esse entrosamento. “Acho interessante o modo com que a praia proporciona essa socialização, porque é um ambiente onde as pessoas estão muito à vontade, com pouca roupa e se relacionam sem nem se conhecerem direito. Ao mesmo tempo essa socialização revela um conservadorismo por parte de muitas famílias em não querer se envolver. O desafio é se relacionarem da melhor forma possível e com respeito”, ressalta.

O sociólogo ainda frisou o quanto isso é importante, principalmente na educação das crianças. “A inclusão dos filhos nessa sociedade praieira é a melhor forma de os pais ensinarem a elas o quanto é bom dividir o espaço com pessoas diferentes e como podemos fazer amigos nesse ambiente e tornar nosso passeio rico em diversão e quebra de preconceitos. E isso é o princípio básico para que eles cresçam e façam a diferença na sociedade”.

Na praia do Porto da Barra, ponto turístico de Salvador, têm-se um reflexo disso. O tempo inteiro os frequentadores se misturam e as distinções sociais se esvaem no espaço pequeno, que todos têm que saber dividir. Podemos também perceber a reinserção social das pessoas idosas. Na areia eles podem interagir e passar suas experiências para os mais jovens.

Tanya Moura Pereira, 51 anos, vende pastéis na praia e lembra dos excluídos. “Infelizmente só tem um grupo que não tem acessibilidade às praias de Salvador, que são os cadeirantes. As deficiências ainda existem, mas temos que cobrar dos nossos governantes medidas para que cada vez mais essas pessoas tenham a oportunidade de participar”.

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Publicado às 19 de novembro de 2012 por em Uncategorized e marcado , .
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